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TI Terceirizado

Prazo e contrato

O contrato que separa fornecedor sério de promessa bonita

Publicamos aqui o que defendemos assinar — e convidamos você a cobrar o mesmo de qualquer concorrente.

Quase toda página de terceirização de TI no Brasil estampa alguma variação de "suporte 24/7" ou "atendimento ágil". Repare, porém, no que quase nenhuma diz: em quanto tempo o problema estará resolvido e o que acontece se o prazo não for cumprido. A omissão não é acidente. Prometer resposta é barato; garantir resolução exige operação madura, monitoramento e coragem de aceitar consequência contratual. Esta página existe para elevar a régua da conversa — a nossa e a de qualquer proposta que chegue à sua mesa.

A cláusula central dos contratos da ASSIST é o prazo de incidente crítico, e ele é contado até a resolução, não até a resposta. O relógio que interessa a quem está com a operação parada é o da normalização do serviço — o outro só mede quando alguém atendeu o telefone. O prazo de cada nível de criticidade sai do diagnóstico do seu ambiente e entra no contrato; e como compromisso sem consequência é retórica, o descumprimento gera a consequência acordada na mesma cláusula, em percentual definido ali.

Severidades

Como o prazo contratado funciona na prática

Nem todo chamado é urgência. A classificação por severidade protege o que é grave sem inflar custo com o que é rotina.

Severidade Exemplos típicos Compromisso
Crítica Operação parada: servidor fora do ar, sistema de faturamento indisponível, rede caída Resolução do incidente crítico no prazo definido em contrato — a cláusula que dá nome a esta página
Alta Setor inteiro prejudicado ou risco iminente: lentidão generalizada, backup falhando Prazo agressivo definido em contrato, sempre em horas, nunca "o quanto antes"
Média Um usuário impedido de trabalhar: estação com defeito, acesso bloqueado Prazo em horas úteis, com priorização sobre demandas de rotina
Baixa Solicitações e melhorias: instalação de software, novo colaborador, dúvida Prazo acordado e visível no portal — cadastrado, agendado, cumprido

Os prazos de cada nível constam do anexo de níveis de serviço do contrato, junto com a régua de medição: quando o relógio inicia, quando pausa (por exemplo, aguardando uma peça ou uma ação do cliente) e como o resultado mensal é apurado e reportado.

O checklist

Seis cláusulas que um contrato de outsourcing precisa ter

Leve esta lista para a negociação com qualquer fornecedor — inclusive conosco. Contrato bom sobrevive a leitura desconfiada.

Prazo de RESOLUÇÃO, não de resposta

Atender o telefone em quinze minutos não conserta nada. Exija prazo para o problema estar resolvido, por nível de severidade, com o relógio contando desde a abertura do chamado.

Penalidade em dinheiro se falhar

Prazo de resolução sem consequência é decoração. O contrato deve dizer quanto a mensalidade diminui quando o prazo estoura — se o fornecedor recusa essa cláusula, ele mesmo não acredita no próprio prazo.

Escopo escrito, exclusões idem

O que está incluído, o que é cobrado à parte (projetos, hardware, licenças) e como se calcula o excedente. Ambiguidade de escopo é a semente de toda briga de fatura.

Transição assistida na entrada E na saída

Onboarding estruturado ao chegar e, tão importante quanto, um rito de saída: prazo de acompanhamento, entrega de dados e apoio ao próximo responsável. Quem só descreve a entrada planeja prender você.

Documentação e senhas de propriedade do cliente

Inventário, topologia, procedimentos e credenciais devem constar como propriedade da contratante, entregues de forma legível a qualquer momento. Conhecimento sobre o SEU ambiente não é ativo do fornecedor.

Confidencialidade e LGPD nominais

NDA, papel do fornecedor no tratamento de dados, controle e revisão de acessos, registro de quem acessa o quê. Terceirizar a operação nunca é terceirizar a responsabilidade legal — o contrato precisa refletir isso.

Reversibilidade

A cláusula de saída é o melhor teste de caráter

O maior medo de quem terceiriza é ficar refém — e ele é legítimo, porque o mercado cultiva a dependência: documentação que "é do fornecedor", senhas que ninguém entrega, ambientes montados de propósito para que só o autor entenda. Nossa posição é o oposto declarado. A documentação viva do ambiente é sua desde o primeiro dia, as credenciais são rotacionadas e guardadas em cofre auditável, e a transição assistida de saída — com prazo e entregáveis — está no mesmo contrato que a de entrada. Preferimos clientes que ficam porque a operação funciona.

Se estiver comparando propostas agora, faça a cada candidato as três perguntas que mais revelam: a documentação do meu ambiente será minha? O prazo prometido é de resolução ou de resposta? E o que exatamente acontece quando vocês falham? A forma como cada fornecedor reage a essas perguntas diz mais que qualquer apresentação comercial.

Próximo passo

Quer ver essas cláusulas em uma proposta?

Conversamos sobre o que existe hoje — quantos usuários, quais servidores, como está o backup — e a partir daí montamos o escopo. Sem compromisso e sem formulário longo.

Telefone
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